Electric Boys Step Back Into the Shadows, a New Chapter with “Shady Side Of Town”
After the impact of “Grand Explosivos”, Electric Boys return with “Shady Side Of Town”, an EP that brings back songs forgotten during the previous sessions and gives them new life. Far from sounding like leftovers, these tracks reveal another creative layer of the band, raw, loose and perhaps more honest. In this conversation, the musicians revisit the origin of this release, explore the differences in vibe between the two records, reflect on their evolution throughout the decades and explain how they remain faithful to their artistic instinct. For newcomers diving into the Electric Boys universe, this interview opens the right door into the groove.
“Shady Side Of Town” gathers songs that were born during the “Grand Explosivos” sessions but didn’t make the final tracklist. At what moment did you realise these songs had enough identity to stand alone as an EP rather than remain forgotten B sides?
Someone brought up the fact that we had those songs and when we listened to them again we thought, “wow, these are actually pretty cool and shouldn’t be forgotten”.
When you look at “Grand Explosivos” and now at “Shady Side Of Town”, what differences do you feel in the vibe and overall state of mind between the two releases, and what “shady side of town” does this new EP reveal about Electric Boys in 2025?
I don’t know. I think it all sounds like us. The main difference is probably the song “Grand Explosivos”, which has a Spanish vibe to it. Head Honcho, for instance, could easily have been included on the album too.
You come from Stockholm, yet your sound is filled with groove, funk, seventies rock and a strong American flavour. How do you balance your Swedish roots with that American vibe that seems to run through your music?
I’d say pretty much all our influences come from American and English music. If there’s anything Swedish about it perhaps it’s the pop side, the melodies? But then again, I feel I’ve been more inspired by The Beatles or Cheap Trick than, say, ABBA or Roxette.
It was so long ago that we don’t think of it that way anymore. It’s about moving forward rather than getting stuck in something that was cool thirty five years ago. We still have the same mentality we had then, that if we genuinely love a new song, there must be more people out there who will feel the same. That’s where art has to start. You can’t write music based on what you think others might want.
Over the years you have blended groove rock, sixties psychedelia, melodic hard rock and now even a Western and blues inspired side. Do you feel the audience easily follows you through these shifts, or are there still people who always expect mainly the classic “Groovus Maximus” type of sound?
After the split and the reunion in 2009 you released an impressive run of albums leading up to “Grand Explosivos”. Looking back, what was the decisive moment when you realised Electric Boys still had a lot to say and were not just a cult nineties band living off nostalgia?
There wasn’t a “moment”. Speaking for myself, I just do what I do, it’s my life. After Hanoi Rocks broke up, me and Andy Christell were in the band for about four and a half years between 2004 and 2009, we both felt we wanted to put Electric Boys back together.
For someone discovering Electric Boys now through “Shady Side Of Town”, which track would you choose as the perfect entry point into your universe, and why that particular song in terms of groove, attitude and rock and roll spirit?
We’ve always been a mix of many different inspiration sources, but I’d say listen to Rags To Riches or Groovus Maximus. They sound very much like “us”, if such a thing exists. :-)
Electric Boys regressam às sombras, um novo capítulo com “Shady Side Of Town”
Depois do impacto de “Grand Explosivos”, os Electric Boys voltam a surpreender com “Shady Side Of Town”, um EP que resgata temas esquecidos das sessões anteriores e lhes dá nova vida. Longe de soar como sobras, estas faixas revelam outra faceta criativa da banda, mais crua, mais solta e talvez mais honesta. Nesta conversa com Conny Bloom, vocalista, revisitamos a génese deste lançamento, explorando as diferenças de vibração entre os dois discos. Para quem chega agora ao universo dos Electric Boys, esta entrevista abre a porta certa para entrar no groove.
“Shady Side Of Town” reúne canções que nasceram durante as sessões de “Grand Explosivos”, mas que não chegaram à seleção final. Em que momento perceberam que estas músicas tinham identidade suficiente para viver como um EP autónomo, em vez de ficarem esquecidas como lados B?
Alguém recordou que tínhamos essas músicas e quando as voltámos a ouvir pensámos “wow, isto está mesmo muito bom e não devia ser esquecido!”, assim decidimos dar este passo...era importante não ficarem num baú!
Quando olham para “Grand Explosivos” e agora para “Shady Side Of Town”, que diferenças sentem na vibração e no estado de espírito entre os dois lançamentos, e que “lado sombrio da cidade” revela este EP sobre os Electric Boys em 2025?
Não sei. Acho que tudo soa a nós, somos nós, a essência da banda. Mas, a principal diferença, é talvez a canção “Grand Explosivos”, que tem uma vibração mais espanhola. “Head Honcho”, por exemplo, podia facilmente ter entrado também no álbum, está no mesmo patamar.
Vêm de Estocolmo, porém o vosso som está cheio de groove, funk, rock dos anos setenta e um sabor muito americano. Como equilibram as raízes suecas com essa vibe americana que parece atravessar sempre a vossa música?
Diria que praticamente todas as nossas influências vêm da música americana e inglesa. Se há algo sueco no que fazemos pode ser o lado pop, as melodias...Mas mesmo aí sinto que fui mais inspirado pelos Beatles ou pelos Cheap Trick do que, por exemplo, pelos ABBA ou pelos Roxette.
A vossa jornada começou em força com “Funk O Metal Carpet Ride”, produzido por Bob Rock, e com o impacto de “All Lips ’N’ Hips” na MTV. De que forma essa fase inicial ainda influencia as decisões artísticas que tomam hoje, tanto em estúdio como em palco?
Foi há tanto tempo que já não pensamos nisso dessa forma. Foi um passo, agora
é uma questão de seguir em frente em vez de ficarmos presos a algo que foi fixe há trinta e cinco anos. Mantemos a mentalidade de então, e quando nós realmente gostamos de uma música nova, certamente, tem de haver mais alguém lá fora que também vai gostar. A arte tem de começar por aí. Não se pode escrever música com base no que achamos que outros vão querer.
Ao longo dos anos misturaram groove rock, psicadelismo dos anos sessenta, hard rock melódico e agora até um lado mais western e blues. Sentem que o público vos acompanha facilmente nestas mudanças ou continuam a existir pessoas que esperam sempre o som clássico de “Groovus Maximus”?
A verdade é que sempre senti que seguimos na nossa própria faixa, afastados do mainstream. E as pessoas às vezes esquecem-se de nós porque não somos comercialmente grandes. Mas não acho que façamos maus álbuns. Tudo está num nível bastante alto e isso é mais importante para mim. Quando tudo acaba quero olhar para trás e achar que lançámos boa música ao longo dos anos. Não vendemos a alma. Temos o nosso som e mantemo-nos fiéis ao que acreditamos, e isso é importante para mim.
Após a separação e a reunião em 2009 lançaram uma sequência impressionante de álbuns até “Grand Explosivos”. Olhando para trás, qual foi o momento decisivo em que perceberam que os Electric Boys ainda tinham muito para dizer e não eram apenas uma banda de culto dos anos noventa a viver da nostalgia?
Não houve um momento, honestamente. Falando por mim, eu apenas faço o que faço, é a minha vida. Depois dos Hanoi Rocks acabarem, eu e o Andy Christell estivemos na banda durante cerca de quatro anos e meio entre 2004 e 2009, ambos sentimos que queríamos voltar a juntar os Electric Boys, acho que foi por ai.
Para alguém que esteja agora a descobrir os Electric Boys através de “Shady Side Of Town”, que faixa escolheriam como a porta de entrada perfeita no vosso universo, e porquê, em termos de groove, atitude e espírito rock and roll?
Sempre fomos uma mistura de várias fontes de inspiração, mas diria para ouvirem “Rags To Riches” ou “Groovus Maximus”. Soam bastante ao que somos, se é que isso existe.


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