sábado, 21 de fevereiro de 2026

🎙️Entrevista - APOCALYPSE CONSPIRACY


Apocalypse Conspiracy é um quarteto algarvio de thrash metal forte e contundente, cujas mensagens potentes não deixam ninguém indiferente. Alimentam-se dos palcos, da interacção com o público e desconhecem a palavra “impossível”. Porque quando querem fazem acontecer! Com uma postura “old” school” honesta e autêntica, mantêm o foco sobre o que podem controlar não desperdiçando energias com “ruído”. Com um segundo álbum a nascer, Pedro Marreiros, vocalista e guitarrista da banda conta-nos como tudo nasceu e como se encontram os Apocalypse Conspiracy neste momento.


Vamos começar bem pelo princípio: como e quando nasceu a banda?  


Eu e o Miguel tocamos juntos desde 2008 sensivelmente, mas sempre em bandas e projectos do mundo dos covers. Apesar dos originais estarem sempre presentes e as composições estarem presentes desde de muito cedo, sempre ficou tudo na “Gaveta”. Em 2018/2019 surgem os primeiros indícios do que seria os “Apocalypse Conspiracy” quando o Miguel responde a um anúncio de uma banda local que procurava guitarrista e eu respondo a outro anúncio, de uma outra banda local, que procurava vocalista. Entretanto, do meu lado a banda não teve continuidade e acabei por ingressar na banda do Miguel como segundo guitarrista. Entretanto acontece a Pandemia em 2020 e o mundo congelou e este projecto que tínhamos…termina. Esse período de confinamentos posso dizer que precipitou o início da banda e as primeiras composições surgiram. No final de 2021 o Rúben junta-se a nós e pouco tempo depois o Ângelo. Os primeiros ensaios acontecem no início de 2022, e a nossa história começa oficialmente em palco em Março de 2022 na “Battle of the Bands” organizado pela Associação Marginália, em Portimão. Desde aí tem sido um percurso fantástico, com concertos de norte a sul do País. Desde o primeiro momento que o nosso objectivo principal sempre foi tocar ao vivo, trabalhar sempre com esse foco principal, neste momento contamos com cerca de 30 concertos, 1 álbum auto-editado e 2026 vai ser o ano de lançamento do nosso segundo longa duração.



Porquê “Apocalypse Conspiracy”?


Essa é uma pergunta curiosa, porque originalmente o nome era para ser “Divine Conspiracy”, no entanto fomos investigar e já existia uma banda com esse nome. Nesse momento decidimos que queríamos manter ou o Divine ou o Conspiracy. Um dos nomes que surgiu foi “Divine Chaos”, e mais uma vez numa procura rápida descobrimos que já existia uma banda com esse nome e até foi uma banda inglesa brutal que acabamos por descobrir. Já não me lembro quem falou em Apocalypse durante esta discussão, mas o nome soou logo bem, e acabava por ir ao encontro da ideia inicial e das temáticas que tínhamos em mente. Procurámos e não havia nada, e quando vou registar o email da banda também descubro que está disponível e então ficou “Apocalypse Conspiracy”. O nome acabou por ser a escolha acertada, porque vai abranger uma série de temas como os bastidores das guerras, os jogos de poder, o controlo de massas, a manipulação de opiniões, a resistência do povo a todas estas jogadas de bastidores. “Apocalypse Conspiracy” acaba por ser a nossa forma de descrever o mundo presente, mas que foi moldado por um passado igualmente sombrio e mortífero.



Em 2023 lançaram o vosso álbum de estreia, um LP com nove temas. Tendo em conta o mercado musical actual e mais concretamente o mercado nacional, não foi arriscado, lançar como estreia, um LP auto editado?


Quando tivemos os primeiros ensaios, agendámos logo a primeira data ao vivo que seria em Março, três meses após o início dos ensaios. O passo seguinte foi gravar, nem que fosse 1 ou 2 temas, e então decidimos fazer esse primeiro registo nos Ilargia Recording Studios em Estombar. Gravámos as demos de “Virus” e “Radioactive Chaos" - foi o primeiro contacto com estúdio que a banda teve. Os próximos passos após a gravação dessas demos e o primeiro concerto, passariam por agendarmos datas e tocarmos ao vivo para ir consolidando as músicas que já tínhamos e que iam surgindo sempre com o pensamento na gravação do primeiro álbum. Nesse período, até entrarmos em estúdio, tivemos momentos fantásticos tendo sido o concerto com os RAMP o ponto mais alto da então curtíssima “carreira” da banda.


Poderíamos dizer que foi um risco claro, mas nós gostamos de definir objectivos sem pensar muito nos contras e focar nos aspectos positivos. Sempre definimos objectivos, desta forma, estamos sempre motivados para fazer as coisas acontecer. Se já tivemos momentos menos bons? Claro que sim. Se já tivemos momentos brutais? Claro que sim. Todos esses momentos têm ajudado a moldar a banda e a nós como músicos e como pessoas.


Voltando à pergunta, nós nunca ponderámos a gravação de um EP ou singles numa primeira fase, planeámos logo a gravação do um LP, que aconteceu em Setembro de 2022. Ter sido auto-editado foi algo que surgiu naturalmente, nem sequer houve discussão sobre isso, a única coisa que queríamos era gravar um álbum conforme o nosso planeamento exclusivamente musical. A questão do risco na auto-edição nunca se colocou, foi algo que quisemos mesmo fazer independentemente do mercado, aliás nunca partimos para a gravação pensado em mercados, este primeiro álbum foi um objectivo comum a todos. As coisas acontecem naturalmente, e a única coisa que controlamos é a nossa música, a concretização dos nossos objectivos e a nossa maneira de estar. Tudo o resto são consequências das nossas acções. Portanto não houve risco nenhum, tínhamos os meios, as músicas, o plano, foi só por em prática. Objectivo cumprido, álbum gravado e o resultado foi melhor do que aquilo que esperávamos, para dizer a verdade.



O criador da capa de “Apocalypse Conspiracy” é o Miguel Volmer, guitarrista da banda. Falem-nos de como surgiu a ideia da capa e como foi o processo da sua criação.


A capa do álbum foi discutida entre todos. Fomos lançando ideias sobre o que queríamos que a mesma transmitisse. Na altura tínhamos o conceito do bem contra o mal, o “Anonymous” que na altura ainda não tinha uma designação certa, mas que sabíamos o seu propósito e de como o queríamos representado, surgiria sempre como peça central na composição, e sempre numa posição de grande poder e domínio contra as elites manipuladoras. Fechado esse brainstorm o Miguel materializou numa primeira fase em esboços que fomos ajustando e quando ficou fechado no esboço final em papel, iniciou o processo que originou a fantástica tela que viria a dar origem à capa presente nos Cd´s


A capa representa a luta contra o sistema, em destaque surge a nossa mascote “Anonymous“ a combater “demónios” na mesa redonda, que personificam as elites que controlam o planeta através de jogos de influência e poder. Os temas do álbum são muito focados na influência que os poderes ocultos têm na sociedade, no que diz respeito à mobilização das pessoas em prol de objectivos ocultos, mais concretamente às guerras criadas por estas elites que cobardemente enviam homens para as frentes de batalha. Estes senhores do poder mentem perante uma bandeira que juraram honrar. A capa representa toda essa hipocrisia combatida pelo “Anonymous”.

O “Anonymous” já nos acompanhou em palco em alguns concertos especiais, e veio para ficar, como vão poder comprovar num futuro muito próximo, sempre com a mesma ambição de combater a hipocrisia, arrogância e ganância dos poderes instalados.



Quais os principais temas das vossas canções e onde vais buscar inspiração para escrever as letras?


Nas nossas músicas estão sempre presentes temas como hipocrisia, manipulação de opiniões, equilíbrio de poderes à custa do povo inocente, resistência às elites. Ando sempre à volta destes temas, e uma grande fonte de inspiração para a maior parte das letras são as guerras e a forma como são criadas, controladas e geridas.

Algumas músicas foram mesmo inspiradas em episódios concretos, são exemplo disso estes 4 temas:


A música “Radioactive Chaos” aborda o episódio da detonação das bombas atómicas, e a minha visão sobre o sofrimento do povo, o acontecimento em si e a influência externa para que esse acontecimento mortal tivesse acontecido como aconteceu.



A música “Anonymous” foi uma forma de homenagear o “Soldado Desconhecido”, que surgiu após a primeira guerra mundial como forma de honrar todos os soldados cujos os corpos nunca foram identificados.  Este tema representa um dos pontos mais altos dos nossos concertos, onde banda e público se unem a uma só voz.


O tema “Deathwatch” está directamente ligado ao filme “Deathwatch” que se passa durante a primeira guerra mundial onde as trincheiras nunca dormiam. Aconselho a ver, é simplesmente brutal. E já agora, depois de ver o filme, têm de ouvir a música a ler a letra. Na letra está igualmente a minha visão sobre o verdadeiro inferno de quem viveu esse horror das trincheiras.


O Tema “Vírus” foi um dos temas que surgiu antes da banda iniciar actividade. Pode-se pensar que tem a ver com a pandemia mas não, até porque foi escrita antes disso. “Vírus” alerta para os perigos da comunicação social, e a forma como hipnotiza um povo e como manipula opiniões. No lyric video podemos ver o “Anonymous” a absorver o veneno dos ecrãs. É um dos temas mais requisitados e um dos que nunca ficou fora dos nossos concertos.


Todos os restantes 5 temas abordam igualmente esta visão do controlo sobre inocentes, as mentiras, a resistência e as revoltas de um povo cansado de ser subjugado.



Vocês são uma banda de palco, de concertos ao vivo e de contacto com o público. É fácil para uma banda algarvia encontrar salas e festivais onde tocar? 



Acaba por ser complicado, tendo em conta que tudo acontece praticamente de Lisboa para cima. Temos a nível do Algarve alguns promotores que vão tentando dinamizar os eventos de bandas de originais com alguma frequência como é o caso do Bafo de Baco em Loulé, o Rock da Baixamar em Tavira, ou a ARCM em Faro. No entanto, para conseguirmos algo mais, temos de definir outro tipo de objectivos e procurar outros palcos nacionais e não estar fechado à possibilidade de surgir convites de fora de Portugal. Temos no Algarve excelentes propostas tanto a nível de bandas como de promotores, mas o mercado é curto e torna-se complicado, se não existir um plano sólido que permita aceitar convites, de onde quer que eles surjam, os concertos serão certamente pontuais e como disseste e bem, nós somos uma banda ao vivo, nem sequer ponderamos a hipótese de ficar sem tocar.

Como disseste e bem, nós somos uma banda ao vivo e é nesse ambiente que nos sentimos bem e onde tudo faz sentido, onde o trabalho ganha vida, portanto nunca fechamos a porta a nada e procuramos sempre tocar, seja no Algarve, no centro, no norte ou fora do país caso surja oportunidade. Claro que tudo tem de ser ponderado em termos de logística e custos, entre outros factores, mas o que conseguimos controlar é a nossa gestão e a nossa forma de fazer as coisas. Não existem certos nem errados, existe sim ter objectivos e trabalhar para os concretizar, dentro do que achamos razoável para o bom funcionamento da banda.



Ter uma banda é conciliar ensaios e concertos com empregos e vida familiar, abdicar de fins de semana de lazer, de férias, fazer quilómetros para muitas das vezes tocar para uma sala quase vazia e não ter retorno económico nem para pagar as despesas. O que é que vos move? Alguma vez pensaram em desistir?


Nós os 4 somos todos pais, temos casa de família e trabalhos e também somos todos quarentões, para dizer a verdade. Temos já bastante experiência para conseguir gerir questões que se calhar noutras alturas da vida não teríamos. Como já tinha mencionado antes, eu e o Miguel por exemplo, tocámos em bandas de covers durante muitos anos, 3/4 vezes por semana normalmente, Foi uma escola muitíssimo importante porque ensinou-nos a gerir o tempo, a gerir disponibilidades, a resolver problemas e a arranjar soluções. Portanto, desistir é algo que não faz parte da nossa maneira de encarar as coisas. Fundamental é ter noção que não vale a pena gastar energias com o que não podemos controlar: Público, muita ou pouca receita, condições logísticas, vendas de merch entre outras coisas, são factores fora do nosso controlo. O que controlados é: a atitude, a performance, a maneira de ser e estar, entreajuda, cooperação, emoções, gestão do tempo…são factores que controlamos e damos sempre 200% para que tudo corra na perfeição, quanto ao resto? É deixar fluir. Temos uma paixão enorme por tocar ao vivo, penso que um dos verdadeiros factores que nos move é mesmo a vertente ao vivo. São momentos únicos essa conexão da nossa música com o público. Seja para 1 pessoa ou para 10000, a paixão e entrega é sempre a mesma.



Parece-me haver em Apocalypse Conspiracy uma atitude muito peculiar: o dar tudo sem esperar nada, o que faz com que tenham uma atitude muito proactiva, procuram contactos, enviam o material para escuta, procuram chegar a todo o lado possível. Até onde já chegaram com esta atitude e qual foi a situação que mais vos surpreendeu?


Sim, nós realmente gostamos imenso do que fazemos, encaramos
a banda como uma empresa no sentido da organização e estratégia. A base é a mesma, e a parte do marketing e relações públicas é fundamental. No entanto mantemos os pés na terra, porque ao contrário de uma empresa que tem o objectivo de ter lucro, neste mundo essa parte é das mais complicadas de conseguir gerir, logo a única forma é ser pró-activo e ser bastante constante nesse aspecto. No fundo somos 4 indivíduos que estão sintonizados na mesma frequência, portanto seja onde for, levamos espírito positivo e de boa onda, tanto para com os promotores e bandas com quem vamos trabalhar em determinado evento assim como com o público que nos vai ver. Essa parte do convívio para nós é tudo. É o melhor que levamos desta vida, são os momentos e os episódios que acontecem.


Quanto a situações especiais que nos aconteceram, temos um concerto na Casa do Artista Amador, Famalicão…outubro 2023, pouco tempo depois de termos lançado o álbum. Uma noite de tempestade como há muito não víamos, fizemos a primeira parte dos Rising Curse (banda do Porto), o público foram eles para nós e nós para eles, praticamente. Uma viagem de 1300 kms , mas encaramos aquela noite como se fosse um festival lotado. Após o concerto, claro está, foi festa com a equipa da CAA e alguns dos poucos presentes. No final da noite tivemos o convite para tocar no Laurus Nobilis 2023, e assim foi. Em julho de 2024 lá estávamos novamente em Famalicão e novamente tratados como Reis. Em novembro de 2025 estivemos novamente na CAA e já ficou apalavrado para regressarmos em 2027, é família e isso é o mais importante de tudo. A nossa ida ao Trebaruna, em Lamego, em 2024, valeu-nos também o convite para estarmos no Lamaecum 2026 que terá lugar no próximo dia 14 Março. Lamego é mais um daqueles sítios fantásticos onde todos os quilómetros valeram a pena.

Em todos os lugares onde vamos deixamos amigos e isso para nós é o mais importante, é isso o que levamos desta vida



Qual é o vosso maior sonho enquanto banda? E qual o maior medo/receio?


Os nossos objectivos são os nossos sonhos. Definimos objectivos
e trabalhamos para os alcançar. Claro que podemos dizer que sonhávamos um dia tocar num Wacken, num Hellfest, num Sweden Rock Fest, ou em Portugal num Vagos ou num VOA ou fazer uma Tour - qualquer músico e qualquer banda tem legitimidade para sonhar isso, no entanto ter esses sonhos e abdicar das etapas anteriores é viver uma fantasia que se pode transformar em frustração e por consequência em deixar cair o pano. Tudo pode acontecer, e as bandas que seguimos e admiramos também tinham esses sonhos certamente, mas tiveram um percurso até lá chegarem, em alguns casos podemos saltar etapas mas isso pode significar saltar aprendizagem e saltar maturidade o que pode também ser prejudicial, a acabar por ser o realizar de um sonho mas o fim de algo mais.

No nosso caso preferimos ir traçando objectivos reais e trabalhar para ir trilhando o nosso percurso. O Laurus Nobilis foi o nosso primeiro festival e se me dissessem que íamos tocar ao Laurus quando começámos a banda, diria algo do género “Tá tudo maluco? Ir ao festival onde tocaram os Manowar?” No entanto, em 2024 tivemos lá, num cartaz junto com nomes como Vader, Septicflesh ou Moonspell.


Não há formas certas ou erradas de trabalhar, cada banda tem o seu plano e todos são válidos. 


Nos Apocalypse Conspiracy não há espaço nem tempo a perder para pensar em medos ou receios, mas sim para criação, trabalho e soluções para as questões pertinentes que vão surgindo. Mais uma vez as decisões são para ser tomadas e as coisas acontecem quando têm de acontecer. Portanto, é manter o foco no essencial, no que podemos controlar, o resto é o resto, é ter um plano e ser fiel a nós próprios.



Dois anos e meio depois de “Apocalypse Conspiracy”, o que estão a preparar de novo?



De facto não estamos a preparar nada neste momento, porque já foi preparado durante 2025, cozinhado e gravado em Novembro 2025 o sucessor de “Apocalypse Conspiracy”. E como em equipa que ganha não se mexe, voltamos aos Leviathan Recording Studios pela mão do Sebastien Matias e de Matthew Alexander aos comandos. Neste momento o álbum está em misturas com o Matthew, nos seus estúdios em Boston, EUA. Para ficarem todos atentos, porque para já não podemos adiantar mais nada. Apenas que será lançado durante este ano, e que já temos datas de norte a sul confirmadas, que serão divulgadas muito em breve. Para já, marcamos encontro para dia 14 Março do Lamaecum Metal Fest em Lamego, que terá uma cartaz simplesmente brutal. Espero ver todos lá para fazerem a festa connosco.



Olhando para todo o percurso da banda até hoje, o que teriam feito de maneira diferente e o que é nunca mudarão? 


Acho que viver com aquela premissa que costumamos usar “Se soubesse o que sei hoje”, só nos vai fazer pensar em coisas que não vamos conseguir mudar. Tudo o que passou, e tudo o que foi feito de bom e de menos bom, contribuíram para moldar o presente e fazer de nós o que somos hoje. Portanto sim, talvez pudéssemos ter feito uma ou outra coisa diferente, mas será que éramos o que somos hoje? Lá está, não controlamos o passado nem o futuro, controlamos as nossas decisões hoje, e essas vão influenciar o futuro. Depois de serem tomadas já passou, e temos de assumir o que decidimos e tentar fazer com que sejam boas decisões. Não podemos é cair no erro de decidir, e passado 5 minutos pensar que deveríamos ter decidido outra coisa. Decisões são para ser tomadas, assumidas sem olhar para trás e sim, pensar em que aspectos essas decisões podem ser trabalhadas para tirarmos o maior proveito delas.


O que nunca iremos mudar é a nossa atitude e a nossa maneira de estar, seja num concerto para 10 pessoas num quintal de um vizinho ou num festival para 10000. Ser genuíno é algo que as pessoas admiram e apreciam. Antes de sermos músicos, somos pessoas e somos igualmente público. Tanto estamos a apoiar bandas quando as vamos ver, como fazemos questão de fazer com que o público faça parte do nosso concerto quando estamos em palco. Essa ligação é uma prioridade absoluta.



Uma mensagem para todos os que leram esta entrevista. 


Músicos, público, promotores e todos os que apoiam e suportam este universo do Metal, continuem presentes. A entreajuda entre todos é o nosso maior poder. Somos muitos e se formos unidos vamos ser cada vez mais. 


Obrigado a todos os que têm acompanhado o nosso trabalho, vamos ter novidades muito em breve. Fiquem atentos.



Muito obrigada. 




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