Num país onde o thrash metal sempre teve voz ativa e identidade própria, novas bandas continuam a surgir com a missão de manter essa chama acesa. Os Grinder são um desses casos. Liderados por Rodrigo Grinder, nome já conhecido no underground brasileiro após mais de duas décadas nos Attack Force, o projeto marca um novo capítulo, mais direto, mais cru e profundamente enraizado na tradição do metal sul-americano.
Com influências assumidas de nomes incontornáveis como Sepultura, Ratos de Porão, Korzus e Dorsal Atlântica, os Grinder apresentam-se com “O Ódio Ainda Queima”, um disco intenso, cantado em português, que recusa compromissos e aposta numa mensagem direta, crítica e sem filtros.
Mais do que um álbum de estreia, este trabalho afirma-se como um reflexo de inconformismo, uma descarga de energia acumulada e uma declaração clara de que o thrash continua vivo, relevante e necessário. Nesta conversa, mergulhamos nas origens da banda, no processo criativo e na visão de um projeto que nasce com raízes bem definidas, mas com os olhos postos no futuro.
Com influências assumidas de nomes incontornáveis como Sepultura, Ratos de Porão, Korzus e Dorsal Atlântica, os Grinder apresentam-se com “O Ódio Ainda Queima”, um disco intenso, cantado em português, que recusa compromissos e aposta numa mensagem direta, crítica e sem filtros.
Mais do que um álbum de estreia, este trabalho afirma-se como um reflexo de inconformismo, uma descarga de energia acumulada e uma declaração clara de que o thrash continua vivo, relevante e necessário. Nesta conversa, mergulhamos nas origens da banda, no processo criativo e na visão de um projeto que nasce com raízes bem definidas, mas com os olhos postos no futuro.
Para quem não vos conhece, quem são os Grinder?
Os Grinder são uma banda de thrash metal idealizada por mim, Rodrigo Grinder, vocalista, que depois de fechar uma etapa como líder da banda Attack Force durante mais de 20 anos, inicia agora uma nova jornada.
O Brasil tem uma cena de metal com décadas de história. Onde é que os Grinder se encaixam nesse mapa?
Como se trata de uma banda nova, formada há menos de um ano, diria que os Grinder seguem o legado das bandas que nos influenciaram, como os Sepultura e os Ratos de Porão.
“O Ódio Ainda Queima”, o que é que este título diz sobre o disco e sobre o momento em que foi criado?
Na realidade, trata-se de uma referência a uma música dos Attack Force chamada “…E o Ódio Irá Queimar”, mas também transmite a ideia de ainda estarmos no jogo, ainda termos energia e a força para continuar.
14 faixas, todas em português. Foi uma escolha natural ou uma convicção de que esse é o melhor caminho?
O processo de composição foi praticamente acidental, pois a ideia inicial era apenas lançar um single. No entanto, as coisas foram ganhando forma, quatro músicas, depois oito, depois dez, e quando demos por isso já tínhamos 14.
Tenho plena consciência de que fomos contra o que se faz atualmente, mas sentimos que era o caminho certo.
O álbum vai de “Zumbi Digital” a “Guerra Cibernética”, passando
por “Porcos no Comando”. Qual é o fio condutor temático que une estas 14 faixas?
Acredito que seja o inconformismo, a vontade de expor aquilo que consideramos errado no mundo. A minha obrigação como vocalista e compositor é mostrar o que não está certo, e não apenas falar de coisas fantasiosas, isso não faria sentido para mim.
A produção foi feita em casa, em Atibaia. Porquê essa opção e de que forma isso moldou o vosso som?
Sim, optámos por um home studio. O Karlinhos Velásquez produziu tudo na casa dele e também gravou as guitarras. Conseguimos captar exatamente a sonoridade que tínhamos em mente e, mesmo com poucos recursos, o resultado acabou por superar as expectativas.
Dorsal Atlântica, Korzus, Sepultura, Ratos de Porão são referências fortes. Como se posicionam em relação a essa herança?
São influências assumidas. Sou brasileiro e identifico-me com o metal feito no Brasil. É um orgulho termos o Sepultura, uma verdadeira inspiração, porque faz qualquer brasileiro acreditar que é possível fazer música pesada de alto nível e mostrar ao mundo que não ficamos atrás de ninguém.
Portugal. Qual é a vossa relação com o nosso país?
Sinceramente, apenas o que aprendi na escola, sobre a colonização e a relação entre os nossos países há cinco séculos. Essa ligação mantém-se até hoje. Seria uma honra conhecer Portugal e, quem sabe, tocar aí um dia.



