domingo, 1 de fevereiro de 2026

🎙️Entrevista - 5RAND




[Tradução para português depois do vídeo]


Deathcore aggression and the emotional depth of melodic death metal define 5RAND, an Italian modern metal band. In November 2025 they released "Ordhalia", the third LP of their career.


Despite being Italian, the band's name refers to the South African currency (rand). What is its connection (if any) to the African continent, and why 5RAND?

There is no “thematic” connection to Africa in terms of musical or lyrical influences. The name comes from a very concrete episode. The “5 Rand” refers to a South African coin that became a symbol and a kind of good-luck charm, and from there the name stayed.
We like it because it represents a sign, a fragment of history that we carry with us: something small, but full of meaning.


What are the main evolutions of the band throughout its three releases: “Sacred/Scared” (2017), “Dark Mother” (2019), and “Ordhalia” (2025)?


The growth has been both musical and human.

"Sacred/Scared" represents the beginning: an identity under construction, instinct, and the first foundations.

"Dark Mother" is a phase of consolidation: more impact, more direction, and greater awareness in both sound and concept.

"Ordhalia" represents maturity: more focused songwriting, more modern and layered production, and above all a much more direct emotional weight. It’s the album where we stopped “searching for ourselves” and started truly facing ourselves.



Looking at the themes of the three albums, there are common concepts: inner struggle, emotional pain, feelings of guilt, self-judgment and social judgment, the conflict between belief and reason or the relationship between faith and emotional repression. All are profound invitations to understand who we are and what we represent in the world. 

How does Italian religiosity influence the musical concept of 5RAND?


In reality, we haven’t included religiosity as a musical influence, in the sense that it’s not something we have addressed through our music. We have a lot of respect for this subject, as everyone experiences it in their own way, and we consider it something deep that belongs to personal identity.
For now, we have chosen to talk about other themes in our songs.



The album covers feature women as central figures (less obvious on the cover of “Sacred/Scared”, where the allusion to the feminine is made through the allusion to the beginning, with Adam and Eve). 

What is the relationship between the feminine and the themes focused on in 5RAND?


For us, the feminine is not “decoration,” but a powerful symbol: origin, wound, healing, and rebirth.



On the one hand, the album's name reminds us of Ordeal or "Judgment of God," the medieval method of judicial proof in which the accused was subjected to painful and dangerous physical trials, with the belief that the deity would intervene to determine guilt or innocence. On the other hand, the title track, “Ordhalia”, is inspired by the myth of Theseus and Ariadne, where devotion crumbles into ruins and the ashes of betrayal become the cradle of a darker truth. What is the concept of this album and how do its themes relate to it?


The core of the concept, for us, is the “ordeal” as a test: going through something painful and risky in order to achieve real change. It’s a word that brings together ritual, judgment, and transformation.
The album speaks precisely about this: an identity that collapses, pain that digs deep, and then rebirth — not as magic, but as the consequence of going through the experience. It’s an album about not running away.
If some mythological references enter the imagery, it’s because myth and psychology often speak the same language.



Milo Silvestro from Fear Factory participates in the track "The Nihilist." When composing the track, did you already have his collaboration in mind, or did it come later?


It came in a very natural and spontaneous way. We already knew each other, and during that period we also met in a very simple way — an evening out, a pizza, a few conversations.
We were recording, he was in Italy for a while, and from there things happened quickly: within a few days we were already working on the track together.




"Lullaby for the Broken" creates the initial atmosphere and prepares the listener for the emotional intensity of “Ordhalia”. At what point in the album's composition did this introductory instrumental track emerge? Was it a necessity or something that arose naturally?


It’s an introduction that doesn’t explain, but allows you to enter.
That track is like opening a door: it prepares the body and the mind for what comes next.



After releasing previous albums on two Italian labels, how did the Spanish label Art Gates Records come about for this third album, and what motivated the change to a non-Italian label?


It happened in a very simple way: when we were on tour in Spain, the managers of Art Gates met us in person and wanted to work with us. A human and artistic connection was born, and the choice was spontaneous.



Does “Ordhalia” mark a cycle for 5RAND or is it a stage in a cycle under construction?


It’s a fundamental stage, but not the end. It’s a declared transformation, a turning point: after this album, we’re not the same anymore.
But precisely because it speaks about metamorphosis, Ordhalia feels more like the beginning of a new cycle than the closure of one.



With so much emotional depth, does it ever become painful to compose or record in 5RAND?


Yes. Sometimes it truly is painful.
But it’s a “useful” pain: the kind that forces you not to lie. In the studio, certain parts stay on your skin and take you back there. At the same time, it’s cathartic — turning that weight into sound is how we give it shape and avoid being crushed by it.



What message would you leave for the readers of this interview?


Thank you for listening and for giving us space.
See you on the road \\m//


Thank you very much for your availability



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A agressividade do deathcore e a profundidade emocional do death metal melódico definem 5RAND, banda italiana de metal moderno. Em Novembro de 2025 lançaram "Ordhalia", o terceiro LP da sua carreira. 



Apesar de serem italianos, o nome da banda faz referência à moeda sul-africana (rand). Qual é a vossa ligação (se é que existe) com o continente africano e porquê 5RAND?


Não existe qualquer ligação “temática” com África em termos de influências musicais ou líricas. O nome vem de um episódio muito concreto. O “5 Rand” refere-se a uma moeda sul-africana que se tornou um símbolo e uma espécie de amuleto da sorte, e daí o nome ter permanecido. Gostamos dele porque representa um sinal, um fragmento da história que transportamos connosco: algo pequeno, mas cheio de significado.



Quais as principais evoluções da banda ao longo dos seus três lançamentos: “Sacred/Scared” (2017), “Dark Mother” (2019) e “Ordhalia” (2025)?


O crescimento foi tanto musical como humano.

“Sacred/Scared” representa o início: uma identidade em construção, instinto e os primeiros alicerces.

“Dark Mother” é uma fase de consolidação: mais impacto, mais direção e maior consciência tanto no som como no conceito.

“Ordhalia” representa a maturidade: composições mais focadas, produção mais moderna e complexa e, acima de tudo, um peso emocional muito mais direto. É o álbum em que deixamos de nos “procurar” e começamos a encarar-nos de verdade.



Analisando os temas dos três álbuns, encontramos conceitos comuns: luta interior, dor emocional, sentimentos de culpa, autocrítica e julgamento social, o conflito entre crença e razão ou a relação entre fé e repressão emocional. Todos são convites profundos para compreendermos quem somos e o que representamos no mundo.,De que forma a religiosidade italiana influencia o conceito musical dos 5RAND?


Na verdade, não incluímos a religiosidade como influência musical, no sentido em que não é algo que abordamos na nossa música. Temos muito respeito por este tema, pois cada um vive-o à sua maneira, e consideramo-lo algo profundo que pertence à identidade pessoal. Por ora, optámos por abordar outros temas presentes nas nossas músicas.



As capas dos álbuns apresentam mulheres como figuras centrais (menos óbvio na capa de “Sacred/Scared”, onde a alusão ao feminino é feita através da referência ao início, com Adão e Eva). Qual a relação entre o feminino e os temas abordados em 5RAND?


Para nós, o feminino não é “decoração”, mas um símbolo poderoso: origem, ferida, cura e renascimento.



Se por um lado, o nome do álbum remete para a Ordália ou “Julgamento de Deus”, o método medieval de prova judicial em que o acusado era submetido a provas físicas dolorosas e perigosas, com a crença de que a divindade interviria para determinar a culpa ou a inocência, por outro lado, a faixa-título, “Ordhalia”, é inspirada no mito de Teseu e Ariadne, onde a devoção se desfaz em ruínas e as cinzas da traição se tornam o berço de uma verdade mais sombria. Qual é o conceito deste álbum e como é que os seus temas se relacionam com ele?


O cerne do conceito, para nós, é a “prova” como teste: passar por algo doloroso e arriscado para alcançar uma mudança real. É uma palavra que reúne ritual, julgamento e transformação.

O álbum fala precisamente sobre isso: uma identidade que se desmorona, uma dor que se aprofunda e, depois, o renascimento — não como magia, mas como consequência da vivência da experiência. É um álbum sobre não fugir.

Se algumas referências mitológicas aparecem nas imagens, é porque o mito e a psicologia falam muitas vezes a mesma linguagem.



Milo Silvestro, dos Fear Factory, participa no tema "The Nihilist". Ao comporem este tema, já tinham esta colaboração em mente ou surgiu mais tarde?

Aconteceu de uma forma muito natural e espontânea. Já nos conhecíamos e, durante esse período, encontrámo-nos de uma forma muito simples — uma saída à noite, uma pizza, algumas conversas.

Estávamos a gravar, ele esteve em Itália durante algum tempo, e a partir daí as coisas aconteceram rapidamente: em poucos dias já estávamos a trabalhar juntos na faixa.



"Lullaby for the Broken" cria a atmosfera inicial e prepara o ouvinte para a intensidade emocional de "Ordhalia". Em que momento da composição do álbum surgiu esta faixa instrumental introdutória? Foi uma necessidade ou algo que surgiu naturalmente?

É uma introdução que não explica, mas permite a entrada.

Esta faixa é como abrir uma porta: prepara o corpo e a mente para o que vem a seguir.



Após lançarem álbuns anteriores por duas editoras italianas, como surgiu a editora espanhola Art Gates Records para este terceiro álbum, e o que motivou a mudança para uma editora não italiana?

Aconteceu de uma forma muito simples: quando estávamos em digressão por Espanha, os responsáveis da Art Gates conheceram-nos pessoalmente e quiseram trabalhar connosco. Nasceu uma ligação humana e artística, e a escolha foi espontânea.



“Ordhalia” marca um ciclo para 5RAND ou é uma etapa num ciclo em construção?

É uma etapa fundamental, mas não o fim. É uma transformação assumida, um ponto de viragem: depois deste álbum, já não somos os mesmos.

Mas precisamente por falar em metamorfose, “Ordhalia” parece mais o início de um novo ciclo do que o encerramento de um.



Com tanta profundidade emocional, compor ou gravar em 5RAND chega a ser doloroso?

Sim. Às vezes é mesmo doloroso.

Mas é uma dor “útil”: o tipo de dor que obriga a não mentir. No estúdio, certas partes ficam na tua pele e levam-te de volta para lá. Ao mesmo tempo, é catártico — transformar esse peso em som é a forma como lhe damos forma e evitamos ser esmagados por ele.



11 - Que mensagem deixariam aos leitores desta entrevista?

Obrigado por ouvirem e por nos darem espaço.

Até breve na estrada \\m//


Muito obrigada pela vossa disponibilidade!


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

🎙️Entrevista - INCORDIAN


[Tradução para português depois do vídeo]


Formada en 2018 y con dos EPs publicados - "Oscura Realidad" (2020) y "¿Dónde Está la Muerte?" (2022) Incordian lanzó su álbum debut titulado "De-Mente" en 2025, a través del cual la banda refuerza su identidad en la escena metalera española.



Para quienes aún no conocen Incordian, ¿cómo se describirían musicalmente?


Pues diría que una mezcla de estilos con intención de no aburrirnos, que sea cañero y de intentar ofrecer algo fresco o menos repetitivo.



¿Qué significa Incordian y cuál es su relación con el mensaje de la banda?


A decir verdad, viene como de algo  “artístico” de una noche, un colega, que vino a dar por saco con una chica, diciendo que eran los incordian, de ahí salió, y si lo trasladas a la banda, pues eso, dar caña, molestar a los malos y gustar a los buenos.



¿Cuál fue el momento crucial para la formación de Incordian?


Cuando nos juntamos por primera vez los 5, ahí vimos que había algo más.



“De-Mente” es vuestro primer LP, compuesto por 11 temas. ¿Es un álbum de mente
(racional) o demente (emocional)?


Diría que una mezcla de ambos y la lucha entre ellos jajaja



¿De dónde surge la inspiración para escribir las letras?


Creo que puede venir en el día a día, al oír una noticia, un encontronazo en el curro, en el momento que tengas una emoción, cual sea...o luego juntos en el local, en viaje, etc.



¿Qué mensaje quieren transmitir con vuestra música?


No solo hay un mensaje, porque puede haber injusticias, frustración , rabia, esperanza, o echar unas risas mientras oyes caña… Libre interpretación.



El tema “Gasolina y Lamas” cuenta con colaboraciones de Jimmy (Soziedad Alkoholica) y Ivan (Frakture), mientras que Diva Satanica (Bloodhunter) pone la voz gutural en “La Bestia ya Despierta”. ¿Tenían ya en mente a estos invitados cuando surgió la composición o los nombres de ellos han surgido una vez terminados los temas?


Pues a medias, porque queríamos que en el próximo trabajo hubiera colaboraciones y más o menos conforme íbamos teniendo material, lo íbamos contemplando, donde quedaría mejor y ya empezamos con las propuestas, gustaron y nos pusimos al lio, y el resultado de las canciones nos a merecido mas que de sobra la pena.



“De-Mente” se lanzó en formato físico. Hoy en día, eso casi podría considerarse un signo de demencia…


Totalmente de acuerdo, pero bueno, siempre sigue quedando algún ``nostálgico´´ y

sacando las copias justas, todavía queda un pequeño movimiento del formato físico.



En 2025, las guitarras de Incordian cambiaron de manos con la llegada de Lorenzo y Javier. ¿Qué aportaron de diferente a la banda?


Pues se podría decir que con las ganas y las energías que vinieron, era justo lo que necesitábamos en ese momento y diría que el tema musical se lo tomaron tan en serio que las canciones suenan más compactas en directo.



En los conciertos, ¿cuál es la respuesta del público que les conmueve y les hace sentir que "vale la pena"?


Pues pasar un buen rato, escuchando algo cañero en castellano, disfrutar tanto ellos como nosotros y que quede algo que quieran repetir.



El metal y el rock españoles tienen identidad propia. ¿Dónde se posiciona Incordian en la escena musical española más pesada actual?


Pues en resumen, una mezcla de estilos dentro del metal y el hardcore con mensaje en castellano, de ahí crossover ( Por no saber como definirlo) y brutal por darle un toque más cañero aún.



¿Qué tema elegirían para presentar la banda a alguien que vos escuchara por primera vez? ¿Por qué este?


Pufff...esa es difícil, porque hay temas más de una manera o de otra, con la intención de no repetirnos, entonces complica decir cual nos representa mejor, pero a riesgo, diría que en el momento “Gasolina y Llamas “






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Nascidos em 2018 e com dois EP's lançados - "Oscura Realidad" (2020) e "¿Dónde Está la Muerte?" (2022) Incordian lançaram em 2025 o seu álbum de estreia intitulado "De-Mente", através do qual a banda reforça a sua identidade no cenário do metal espanhol.



Para quem ainda não conhece Incordian, como se descreveriam musicalmente?


Bem, diria que somos uma mistura de estilos com o intuito de não nos aborrecermos, algo energético, e tentando oferecer algo novo ou menos repetitivo.



O que significa Incordian e qual a relação com a mensagem da banda?


Para ser honesto, surgiu de algo "artístico" numa certa noite. Um amigo foi importunar uma rapariga, dizendo que eram dos Incordian, e foi daí que surgiu. Se aplicarmos isto à banda, bem, trata-se de rock and roll, irritar os maus e agradar aos bons.



Qual foi o momento crucial para a formação da banda?


Quando nos juntámos os cinco pela primeira vez, foi aí que percebemos que havia algo mais.



"De-Mente" é o vosso primeiro LP, composto por 11 faixas. É um álbum de mente (racional) ou demente (emocional)?


Diria que é uma mistura dos dois, e a luta entre eles, haha.



De onde vem a inspiração para as letras?


Penso que pode vir do dia-a-dia, de ouvir as notícias, de um desentendimento no trabalho, de qualquer momento em que se sente uma emoção, seja ela qual for... ou mais tarde, juntos na sala de ensaios, numa viagem, etc.



Que mensagem querem transmitir com a vossa música?


Não há apenas uma mensagem, porque pode haver injustiça, frustração, raiva, esperança, ou simplesmente rir enquanto se ouve heavy metal... Aberto a interpretações.



A faixa "Gasolina y Lamas" conta com a participação de Jimmy (Soziedad Alkoholica) e Ivan (Frakture), enquanto Diva Satanica (Bloodhunter) contribui com os vocais guturais em "La Bestia ya Despierta". Já tinham estes convidados em mente quando o processo de composição começou, ou os seus nomes surgiram depois de as faixas estarem finalizadas?


Um pouco dos dois porque queríamos colaborações no próximo álbum e, à medida que reuníamos mais ou menos material, pensávamos onde se encaixariam melhor. Começámos então a fazer propostas, foram bem recebidas e mãos à obra. As músicas resultantes valeram muito a pena.



“De-Mente” foi lançado em formato físico. Hoje em dia, isto quase poderia ser considerado um sinal de loucura…


Concordo plenamente, mas, pronto, há sempre alguns fãs “nostálgicos”, e para lançar a quantidade certa de cópias existe ainda um pequeno movimento a favor dos formatos físicos.



Em 2025, as guitarras de Incordian mudaram de mãos com a chegada de Lorenzo e Javier. O que trouxeram de diferente à banda?


Bem, pode dizer-se que, com o entusiasmo e a energia que tínhamos, era exatamente o que precisávamos naquele momento, e eu diria que eles levaram a música tão a sério que as músicas soam ainda mais coesas ao vivo.



Nos concertos, qual é a reação do público que vos emociona e faz sentir que "valeu a pena"?


Bem, divertir-se, ouvir um som pesado em espanhol, desfrutar tanto como nós e sair com algo que queiram repetir.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

🎙️Entrevista - SINPEKADO


 

[Tradução para português depois do vídeo]


Formada en 2023 en Bilbao, Sinpekado es una banda sin máscaras. La sinceridad que da la madurez se combina con el inconformismo rebelde de quienes ya no necesitan aceptar nada solo para quedar bien. Rechazando la corrección política, su estilo agresivo, rápido y contundente, y sus letras directas, ponen el dedo en la llaga sin temor a ofender a los más sensibles.

Publicaron el EP “Cicatrices” en octubre de 2025, un lanzamiento que sirvió de inspiración para esta entrevista.



En octubre de 2025, lanzaron el EP “Cicatrices”. ¿Por qué volver al formato de EP más corto tras lanzar su LP debut "7" en 2024?


Bueno, varias razones. Teníamos ganas de mostrar unos temas nuevos que creemos enfocan con más actualidad el estilo de la banda. También porque un LP requiere mucho tiempo e inversión y siendo sinceros el objetivo que queríamos lo cumplíamos con un EP. Muchas veces de un LP de cualquier grupo te quedas con 3 ó 4 canciones como mucho así que pensamos ¿por qué no hacer algo en esas canciones interesantes y regrabar algún tema imprescindible en nuestro repertorio?



Sinpekado es implacable, directo y agresivo en su crítica social, con letras crudas y mensajes duros. En un mundo que tiende a romantizar la realidad, donde la música producida en masa es cada vez más una construcción estética carente de mensaje, ¿qué espacio hay para bandas como Sinpekado?


Básicamente el que quiera darnos la gente. Tienes canciones cañeras, tienes letras duras y críticas. Nos abrimos sin máscaras, siendo sinceros y llanos. Aquí no hay sitio para lo sofisticado. Somos gente normal, currelas con un poquito de experiencia en la vida como para saber de qué mierda está hecha, como huele y como sabe.

Es complicado calar en el público en un panorama tan sobresaturado como es la música pero es nuestra apuesta. La sencillez y el no callarnos. Estamos hartos de tener que medir las palabras. Ni por nada ni por nadie, ni antes ni ahora.


¿Qué distingue a "Cicatrices" de los trabajos anteriores?



Lo primero es el enfoque de los temas. Queríamos algo más contundente, rápido en ocasiones pero contundente. Hemos cambiado un poco también en el tema de sonido e incluso afinación. También le hemos dado un enfoque diferente a la voz. En definitiva se puede decir que hemos madurado. La propuesta sigue siendo la misma que siempre pero más depurada. Un poco más concisa. 

Seguimos con ese poso crudo que no queremos perder pero buscando mejorar la propuesta.



La existencia de una cicatriz presupone la existencia previa de una herida. ¿De qué heridas nació "Cicatrices"?


Cosas que te suceden en el día a día te dejan marcas, algunas pasan más rápido y otras cuesta más pasar página. Algunas nunca pasan. Al final no importa, si aprendemos de ello. De ahí nace “Cicatrices”

Cada disco, cada canción, cada letra puede ser una cicatriz, algunas molan y otras no pero nunca hay que renunciar a ellas.

En “Cicatrices” podemos encontrar odio, crítica, sumisión, rebeldía, muerte e incluso amor. 

Todo cosas cotidianas que nos han pasado en alguna ocasión.



Sinpekado es un nombre que puede tener dos interpretaciones inmediatas: la combinación de la palabra inglesa para pecado (Sin) con la palabra española (pecado), o la ausencia de pecado (sin pecado). Esto me lleva a preguntarme si son una banda de pecadores, una banda donde no hay pecado, sólo la crudeza de la vida, o si la ausencia de pecado es, en sí misma, un pecado?


Sí, es así como lo pensamos, aunque no cantamos en inglés nos gustó ese juego de palabras.

Nosotros por supuesto que somos pecadores jajaja. Todo el mundo lo es, lo único que algunos lo disimulan mejor que otros. A esos son los que definimos como buenas personas, y créeme, de esos hay muy pocos. 

La vida y las circunstancias determinan lo que está bien o lo que está mal. Lo que en un contexto está bien en otro está mal. Lo que antes veíamos como bien ahora está mal. Lo que antes se veía como mal ahora está bien. En realidad el pecado existe según la perspectiva.

Es más gratificante hacer lo que te pida la conciencia y vivir en equilibrio con tus convicciones. Hacer lo que nos haga sentir bien a nosotros mismos.


La portada de "Cicatrices" es bastante inquietante y me recuerda las heridas que las palabras (o su ausencia) pueden infligir, las cicatrices que causan, la opresión del silencio, el aislamiento que las palabras, dichas o calladas, tienen el poder de provocar. ¿Qué quieren transmitir con esta portada?


El tema portada siempre genera controversia porque buscas algo que se identifique y esté en consonancia con la música que está dentro. Aquí llegamos a esa idea y pensamos que podía representar lo que había dentro. 

La portada representa el dolor, el odio, las ganas de gritar a la vez que intentan neutralizarte, la rebeldía e inconformismo, las diferentes situaciones que vivimos las personas. Todo con mucha rabia por cómo suceden las cosas. Mucha.



¿Cómo han sido las reacciones a este EP? ¿Ha habido alguna reacción que los haya sorprendido hasta ahora?


Puede que alguna sorprenda, tanto buenas como malas…aunque malas no hemos oído jajaja.

Hablando en serio, sí, las reacciones en general son buenas, es un disco que entra fácil, no llega a cansar y sirve como escape durante un rato así que a priori tiene los ingredientes para reaccionar positivamente aunque no tienen por que gustar a todo el mundo.



Cuando están en el escenario, ¿qué imagen tienen del público: fans nostálgicos del heavy metal, una nueva generación o una mezcla de ambos?


Hay un poco de todo. Personalmente me gusta más cuando veo a chavales dándolo todo ahí delante porque a quién no le gusta ver a la chavalada partiéndolo ahí? , pero está claro que los “veteranos” lo disfrutan de otra forma.

Lo importante es que un bolo nuestro sirva para que cuando terminamos la peña haya disfrutado y hayamos pasado todos un rato cojonudo. Da igual si eres punky, heavy o lo que sea. Lo importante es disfrutarlo.



¿Cómo ven ustedes el uso de la Inteligencia Artificial en la música? ¿Estamos presenciando una revolución o una falacia?


Buff, mira, las personas funcionamos siempre igual ante las novedades, las infrautilizamos o las utilizamos para jodernos.

Si alguien quiere hacer música con IA pues adelante, me recuerda un poco a cuando empezaron los sintetizadores o luego el rollo samplers y tal. 

Ahora es un sin dios, porque nos gusta funcionar así, pero más adelante igual hay una vertiente de música hecha por IA pero se me hace complicado que haya una IA que sepa sacar la esencia de ciertos estilos de música, por muy avanzada que esté.



¿Qué están preparando para 2026?


Siempre hay cosas pero luego según las circunstancias se pueden llevar a cabo o no. De momento tenemos unos cuantos bolos así que disfrutemos de ello.



¿Qué mensaje dejan a todos los que lean esta entrevista?


Gracias por leerla. Gracias a ti por hacerla posible, y que Nos vemos en las kalles.


A Fuego!





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Formados em 2023 em Bilbao, Sinpekado é uma banda sem máscaras. À sinceridade que traz a maturidade alia-se a rebeldia do inconformismo de quem já não tem de aceitar nada só para parecer bem. Recusando o politicamente correcto, o seu estilo agressivo, rápido e contundente e de letras directas põe o dedo na ferida sem medo de melindrar os mais sensíveis.

Lançaram em Outubro de 2025, o EP "Cicatrices”, lançamento que serviu de mote para esta entrevista. 



Em outubro de 2025, lançaram o EP "Cicatrices". Porquê regressar ao formato mais curto de EP após o lançamento do álbum de estreia "7" em 2024?


Bem, por vários motivos. Queríamos apresentar algumas faixas novas que acreditamos reflectirem melhor o estilo actual da banda. Além disso, um álbum completo requer muito tempo e investimento, e, para sermos sinceros, atingimos o nosso objetivo com um EP. Muitas vezes, de um álbum completo, ficas apenas com 3 ou 4 músicas no máximo, por isso pensámos: porque não fazer algo com estas músicas interessantes e regravar algumas faixas essenciais do nosso repertório?



Sinpekado é implacável, directo e agressivo nas suas críticas sociais, com letras cruas e mensagens mordazes. Num mundo que tende a romantizar a realidade, onde a música produzida em massa é cada vez mais uma construção estética desprovida de mensagem, que espaço existe para bandas como os Sinpekado?


Basicamente, qualquer espaço que as pessoas nos queiram dar. Tens músicas enérgicas, letras duras e críticas. Abrimo-nos sem máscaras, sendo honestos e directos. Não há aqui espaço para sofisticação. Somos pessoas comuns, trabalhadores com experiência de vida suficiente para saber de que merda são feitas as coisas, como cheiram e como sabem.

É difícil conectarmo-nos com o público num cenário tão saturado como a indústria musical, mas esta é a nossa abordagem. Simplicidade e dizer o que pensamos. Estamos fartos de ter de medir as palavras. Nem para nada nem para ninguém, nem antes, nem agora.



O que diferencia "Cicatrices" dos trabalhos anteriores?


A primeira coisa é a abordagem das músicas. Queríamos algo mais forte, por vezes rápido, mas forte. Também mudámos um pouco em termos de som e até de afinação. Também demos um foco diferente aos vocais. Em síntese, pode dizer-se que amadurecemos. O conceito mantém-se o mesmo de sempre, mas mais refinado. Um pouco mais conciso.

Ainda temos aquela essência crua que não queremos perder, mas procuramos melhorar a nossa abordagem.



A existência de uma cicatriz pressupõe a existência prévia de uma ferida. Que feridas deram origem a "Cicatrices"?


Coisas que nos acontecem todos os dias deixam marcas; umas desaparecem mais rapidamente, outras são mais difíceis de ultrapassar. Algumas nunca desaparecem. No final, não importa se aprendermos com elas. É daí que vem "Cicatrices".

Cada álbum, cada música, cada letra pode ser uma cicatriz; umas agradam, outras nem tanto, mas nunca devemos renunciar a elas.

Em "Cicatrices", podemos encontrar ódio, crítica, submissão, rebeldia, morte e até amor. Tudo coisas do quotidiano que já nos aconteceram em algum momento.



Sinpekado é um nome que pode ter duas interpretações imediatas: a combinação da palavra inglesa para pecado (Sin) com a palavra espanhola (pecado), ou a ausência de pecado (sin pecado). Isto leva-me a questionar se são uma banda de pecadores, uma banda onde não há pecado mas apenas a dureza da vida, ou se a ausência de pecado é, em si mesma, um pecado?


Sim, é assim que vemos, mesmo que não cantemos em inglês, gostamos do trocadilho.

Somos, claro, pecadores, hahaha. Todos somos; só que uns escondem isso melhor do que outros. Esses são os que definimos como boas pessoas, e acredita, são muito poucos.

A vida e as circunstâncias determinam o que é certo e o que é errado. O que é certo num contexto é errado noutro. O que antes considerávamos certo é agora errado. O que antes considerávamos errado, agora é certo. Na realidade, o pecado existe de acordo com a perspectiva.

É mais gratificante fazer o que a tua consciência manda e viver em equilíbrio com as tuas convicções. Fazer o que nos faz sentir bem.



A capa de "Cicatrices" é bastante perturbadora e faz-me lembrar as feridas que as palavras (ou a sua ausência) podem infligir, as cicatrizes que provocam, a opressão do silêncio, o isolamento que as palavras, ditas ou não, têm o poder de provocar. O que querem transmitir com esta capa? 


A arte da capa gera sempre controvérsia porque procura algo que se identifique e esteja em harmonia com a música. Chegámos a esta ideia e pensámos que ela poderia representar o que está dentro do EP.

A capa representa a dor, o ódio, a vontade de gritar enquanto se é silenciado, a rebeldia e o inconformismo, as diferentes situações que todos nós vivemos. Com muita raiva de como as coisas acontecem. Muita mesmo.



Como tem sido a reacção a este EP? Houve alguma reacção que vos tenha surpreendido até agora?


Algumas podem surpreender-nos, tanto boas como más... embora não tenhamos ouvido nenhuma má, haha.

Mas a sério, sim, as reações em geral têm sido boas. É um disco fácil de ouvir, não cansa e serve como válvula de escape durante algum tempo, pelo que tem os ingredientes para uma reacção positiva, embora não tenha necessariamente de agradar a todos.



Quando estão em palco, que imagem têm do público: fãs nostálgicos de heavy metal, uma nova geração ou uma mistura de ambos?


Temos um pouco de tudo. Pessoalmente, gosto mais quando vejo ali, na frente,  jovens a dar tudo, porque quem não gosta de ver jovens a arrasar? Mas é claro que os "veteranos" gostam de uma forma diferente.

O importante é que cada um um dos nossos espetáculos garanta que, no final, todos se tenham divertido e aproveitado muito. Não importa se é punk, metal ou o que quer que seja. O importante é desfrutar.



Como vêem o uso da Inteligência Artificial na música? Estamos a assistir a uma revolução ou a uma falácia?


Buff… olha, as pessoas reagem sempre da mesma forma às novidades: subutilizamos ou usamos para nos prejudicar.

Se alguém quer fazer música com IA, que o faça. Faz-me lembrar um pouco quando os sintetizadores começaram ou, mais tarde, toda aquela coisa dos samplers e tudo mais. Neste momento é tudo caótico, porque é assim que gostamos de trabalhar, mas mais tarde pode haver uma vertente da música feita por IA. Acho difícil imaginar uma IA capaz de captar a essência de determinados estilos musicais, por mais avançada que seja.



O que estão a preparar para 2026?


Há sempre projectos em curso, mas dependendo das circunstâncias, podem ou não concretizar-se. Por enquanto, temos alguns concertos agendados, por isso vamos aproveitar.



Qual a mensagem que têm para todos os que lerem esta entrevista?


Obrigado por lerem. Obrigado a ti por a tornares possível e vemo-nos nas ruas.

A Fuego!